quarta-feira, 15 de abril de 2009

BRUXAS


As vezes as bruxas encantam

Aos que odeiam e aos que amam

Não porque se revestem de vozes,

De asas de fadas ou de encantadores olhares

Sedutores...

Mas porque são bruxas

E se são bruxas,

São mulheres.

As bruxas se revestem de Ser.

Do ser que são e do qual fazem parte.

Antes as chamavam magas, sacerdotisas,

A sabedoria lhes confere o tí­tulo,

Mas, um dia chegará em que todos saberão que são magos e bruxas.

Ah!

Mas ela sabe... porque conhece o poder do Feminino

E isso as vezes causa medo aos outros,

Mas a ela garante muita alegria.

As vezes,

Um simples rebolar faz de uma mulher

Um sonho eterno na mente de um homem

E veja

Basta ser mulher.

Outras,

É preciso lutar para conquistar o homem

E veja, são a mesma mulher.

Mas, oriundo dentro do ser masculino,

Há o instinto que lhe lembra qual é o papel da mulher em sua vida:

Transformação.

Assim como,

Oriundo aos instintos femininos haja a sabedoria de conhecer o

papel que sua polaridade lhe confere: a criação.

Um não caminha sem o outro.

Feminino + masculino se faz um ser.

Que constituem muuuiiiitos outros.

Foi assim no início e o será sempre.

As bruxas não são bruxas pelos seus poderes

São bruxas porque são mulheres

E por serem mulheres

São naturais

E não há como negar a natural criação

Diante da existência do próprio ventre da criação em seu próprio corpo

As bruxas não são bruxas por mero acaso.

Elas assim o desenharam

Elas teceram a criação com a sua desenvoltura

Com sua desbravura

E bravura

Com o afeto

E com as mãos.

Que tecem as roupas, o alimento,

Que semeiam a terra que seu parceiro ara,

Que também ele abre com o próprio trabalho.

Para ajudar a tarefa daquela que se propõe ser a MÃE do Mundo.

As bruxas não são bruxas porque possuem tapetes mágicos

Elas são bruxas porque sabem que o universo é uma teia

E elas estão conectadas a tudo e a todos que nele existem

Assim, elas podem ver-lhes as alegrias e dificuldades,

Podem ler seus pensamentos, sempre respeitando seu livre arbítrio.

Porque sabem que possuem meios para clarificar seus males e dividir suas alegrias.

As bruxas também não são bruxas porque são mágicas.

Mas porque sabem que são feitas da mesma matéria que a terra

E que a mesma matéria dos sonhos, como diz Shakeaspeare, um grande mago.

Não há como reconhecer uma bruxa,

Porque ela se reveste de muitas formas.

Ela pode ser o corvo que espreita

O falcão que assombra

O mar que enfurece

A terra que revolve

O vulcão que atormenta

O ar que alimenta.

O afago.

O pensamento.

Agora,

Se você vir tudo isso dentro de um olhar feminino, saiba:

Você está diante de uma bruxa.

Também pode ela ser a mãe de seus filhos

A tua própria mãe

A tua irmãe, a tua amiga e a tua amante.

O teu animal que te ensina a amar

O gato que te observa.

E tua filha.

E você mesmo pode ser um mago.

Porque a Deusa, a grande Deusa, se reveste

De todas as formas para mostrar a si mesma tudo o que são.

Tudo aquilo que teceu

Com o fio da teia de Ariadne.

O Grande Mistérioo tão inefável

Construir e jamais destruir a Grande Lei.

As bruxas são bruxas porque sabem disso

Porque conhecem as Leis,

Enquanto que outros as esqueceram...

Ou adormeceram.

Mas agora,

Desponta no céu e na aurora um novo momento

De despertar,

De reconciliar,

De fazer amor ao invés de dor.

E de demonstrar

Que ser,

Que o SER

Vale a pena.

Você conhece uma bruxa?

Não...

Você conhece várias bruxas.

Porque a natureza de ser

É inerente a cada ser.

Porque a criaçãoo está em cada ser.

Porque dão o nome que quiser dar.

Apresente-se com o que for que esteja a seu alcance,

E nada e nem ninguém

Tirará de ti a tua divina identidade.

A tua divina formosura,

A divina forma com que fostes constituidos carinhosamente no ventre e com a qual serás eternizado.

Nada fará de ti

Um ser menor do que teu tamanho te confere.

Do que o tamanho que a fonte lhe proporcionou.

As bruxas muitas vezes parecem solitárias,

E são livres,

Porque sabem que o único e maior carinho é o seu.

E um dia o nome bruxa irá desaparecer

Assim como outrora não existira.

Mas o ser e o saber nunca desaparecem,

Continuam nas próximas e próximas e próximas gerações.

E nas muitas que seguem,

Aqui, acolá, porque tudo faz parte da Arte da Criação do Grande Mistério.

Que planeja, dá ritmo e impulsiona.

Bruxas?

Eu acabei de estar com uma.

Ela era uma caveira escura e trajava um manto vermelho

E depois, despojada de seu manto, dançava ao redor da fogueira,

Mostrando que pele e osso são uma coisa só...

Que morte não existe.

Que somos muito amados.

Que os ossos persistem e a nudez é necessária para a alma.

E que a eternidade é o que, de fato, possuimos.

Em resumo,

Sou mulher.

Filha de meu pai e mãe.

E tu és um homem

Também filho de teu pai e tua mãe.

A diferença - se é que há - reside no que sei, no que sinto, no que observo.

Mas não sou maior que ti,

Sou apenas outra de ti.

Olhe meus olhos e veja a verdade contida na alma.

E não se espante se

Acordares mago como eu.

O mais importante é que:

Antes do início havia

O iní­cio.

Aqui assina

Uma Bruxa

segunda-feira, 13 de abril de 2009


Se eu fosse......

um objeto, uma luminária!

um número,seria 03. ...

uma direção, seria Sul. ...

uma palavra, seria eterno. ...

um pecado, luxúria...

uma comida, salada completa

um bicho, seria uma gata ...

uma flor, seria uma rosa. ...

um planeta, seria Vênus. ...

um mês, seria Janeiro. ...

um dia da semana, seria um domingo. ...

uma hora do dia, seria o entardecer....

um clima, seria verão. ...

um líquido, seria vinho

um sabor, seria chocolate

uma música, seria"Resposta ao Tempo _Nana Caymmi" ...

um elemento, seria fogo. ...

uma parte do corpo, seria uma bunda

um sentimento, seria o amor. ...

um lugar, seria uma praia ...

um móvel, seria uma cama. ...

um som, seria um sax. ...

uma cor, seria vermelho. ...

uma pedra preciosa, seria um diamante. ...

uma forma, seria um circulo. ...

um cheiro, seria Obssecion _ Calvin Clain. ...

uma expressão facial, seria uma lagrima. ...

uma pessoa, seria Eu mesma!!!!!

estamos todos em busca da felicidade plena..
esquecemos que isso é utopia...
esquecemos que felicidade são momentos e estado de espírito...
felicidade, é amor
beijos
sorrisos,
abraços...
amigos....
AMOR!!!!
esse é o meu...
espero que vc tenha o seu e que a Deusa te abemçoe com uma maravilhoso!!!!
beijos de luz na alma

A Canção da Lua

Ergo meus braços, saudando
Enquanto ela desliza pela noite,
A Lua dos Mistérios, redonda,
Disco luminoso, de prata cintilante.

Meu espírito atende a Seu chamado,
E deseja ter asas para voar,
Para que eu possa buscar Seu santuário sagrado
Do qual o céu é o símbolo.

Um lugar de segredos ocultos,
De antigos mistérios sagrados,
Um lugar que em outras eras conheci,
E de sabedoria em templos calados.
Esforço-me para tentar lembrar
Tudo o que antes aprendido eu teria,
Os Segredos Esquecidos da Lua,
a Deusa e toda a sua Sabedoria.

Apesar de meus braços voltados para o céu,
Ouço Sua voz em meu interior e sigo esta direção.
Desvendando o labirinto interno,
Confiando em minha opção.

"Não busque no exterior, mas sim no fundo do seu eu."
Diz a voz clara e suave.
"Mantenha sua Fé em Mim pelos treze meses,
Do Ano Sagrado da Mãe."

Eu a observo através de seus ciclos,
Como já fiz em vidas passadas,
E sigo sua trilha enluarada,
Que à porta secreta interior me conduz.

O CREDO DAS BRUXAS

Ouça agora a palavra das Bruxas,
os segredos que na noite escondemos,
Quando a obscuridade era caminho e destino,
e que agora à luz nós trazemos.
Conhecendo a essência profunda,
dos mistérios da Água e do Fogo,
E da Terra e do Ar que circunda,
Manteve silêncio o nosso povo.
O eterno renascimento da Natureza,
a passagem do Inverno e da Primavera,
Compartilhamos com o Universo da vida,
que num Círculo Mágico se alegra.
Quatro vezes por ano somos vistas,
no retorno dos grandes Sabbats,
No antigo Halloween e em Beltane,
ou dançando em Imbolc e Lammas.
Dia e noite em tempo iguais vão estar,
ou o Sol bem mais perto ou longe de nós,
Quando, mais uma vez, Bruxas a festejar,
Ostara, Mabon, Litha ou Yule saudar.
Treze Luas de prata cada ano tem,
e treze são os Covens também,
Treze vezes dançar nos Esbaths com alegria,
para saudar a cada precioso ano e dia.
De um século à outro persiste o poder,
Que através das eras tem sido levado,
Transmitido sempre entre homem e mulher,
desde o princípio de todo o passado.
Quando o círculo mágico for desenhado,
do poder conferido a algum instrumento,
Seu compasso será a união entre os mundos,
na terra das sombras daquele momento.
O mundo comum não deve saber,
e o mundo do além também não dirá,
Que o maior dos Deuses se faz conhecer,
e a grande Magia ali se realizará.
Na Natureza, são dois os poderes,
com formas e forças sagradas,
Nesse templo, são dos os pilares,
que protegem e guardam a entrada.
E fazer o que queres será o desafio,
como amar a um amor que a ninguém vá magoar,
essa única regra seguimos à fio,
para a Magia dos antigos se manifestar.
Oito palavras o credo das Bruxas enseja:
sem prejudicar a ninguém, faça o que você deseja

Lilith, Adão e Eva

Enquanto Lilith é descrita como forma negativa, Eva, ao contrário, é apresentada em suas belezas e ornamentos. Adão não a recusa por vê-la como ossos dos seus ossos. Mas Eva carregará a culpa pela perda do paraíso.

E, esta é a informação que nos é passada pelo catolicismo, isto é, que a mulher possui uma imperfeição inerente, devida a sua natural inferioridade e sua incapacidade de distinguir o bem do mal. Tais afirmações foram codificadas no psiquismo feminino, fazendo com que todas as mulheres se tornassem estigmatizadas com esta identidade negativa. Foi deste modo, que o feminino se viu reduzido ao submisso e ao incapaz. A submissão foi então, imposta culturalmente a todas as mulheres, que distorceu intencionalmente os aspectos femininos, com o intuito de reprimir e estabelecer uma sociedade patriarcal.

Lilith, portanto, desobedece à supremacia de Adão, Eva, assumindo seu arquétipo Lilith, desobedeceria à proibição. Lilith, nada mais é, do que o lado sombrio de Eva, daí o porque das qualidades terríveis que são atribuídas a ela. Todo mal que lhe é atribuído está em sua desobediência, ao seu "não" a submissão.

Criada ao pôr do sol, Lilith é noturna, e por isso lhe foi atribuída a qualidade de vampiro. Lilith, ou as projeções do mito eram descritas em suas características eróticas, sensuais, mas quase sempre misturadas com características horrendas, partes animalescas, sobretudo nas extremidades.

A tradição de Lilith é a tradição da rejeição à Adão. O não de Adão, como já observamos, deveu-se não só ao caráter demoníaco de Lilith, mas também a exigência do desenvolvimento do ego de Adão.

A serpente-demônio, ou o próprio demoníaco que existe em Lilith, impele a mulher a "fazer algo" que a sociedade paternalista não permite.

Lilith é o arquétipo da mulher indomada, que luta apaixonadamente pelo poder pessoal. Suas características são destemor, força, entusiasmo e individualismo. Ela é atividade e exuberância emocional. Para as religiões patriarcais, é a personificação da luxúria feminina, uma inimiga das crianças que atua de noite, semeando o mal e a discórdia. Em Isaias, ela é chamada de "a coruja da noite". No Zohar, é descrita como "a prostituta, a maligna, a falsa, a negra".

Lilith aparece em nossas vidas para nos dizer que é hora de assumirmos o nosso poder. Você tem medo de assumi-lo? Você é daquelas pessoas que não sabem dizer "não"? Tem medo de perder sua feminilidade se tiver o poder em suas mãos? Você teme ser afastada(o) ou banida(o) pelos outros quando estiver em exercício de seu poder? Está com medo de fazer mau uso dele, dominando ou manipulando os outros? Lilith diz que, agora, para você, o caminho da totalidade está em reconhecer que não está ligada ao seu poder e, então, em segundo lugar, submeter-se e aceitar este poder.


Cuidadosamente apagada da Bíblia cristã, Lilith permanece como símbolo de rebelião à repressão do feminino na psique e na sociedade. O mito Lilith mostra bem a passagem do matriarcado para o patriarcado.

Tanto na literatura ortodoxa como na apócrifa, a sombra de Lilith seguiu cercando as mulheres até o século XV d. C. Nessa época, e utilizando as mesmas imagens incorporadas em Lilith, milhares delas foram acusadas de copular com o demônio, matar crianças e seduzir homens, ou seja, de serem bruxas.

Textos da literatura judia de fontes apócrifas, não incluídos no canon ortodoxo do Antigo Testamento, contêm passagens como a seguinte:

"As mulheres são o mal, filhos meus: como não têm o poder nem a força para enfrentar o homem, usam truques e intentam enganá-lo com seus encantos; a mulher não pode dominar pela força o homem, porém o domina mediante a astúcia. Pois certamente a anjo de Deus me falou sobre elas e me ensinou que as mulheres se entregam mais ao espírito de fornicação que o homem, e que tramam conspirações em seus corações contra os homens; com sua forma de adornar-se primeiro lhes fazem perder a cabeça, e com uma olhada inoculam o veneno, e logo durante o próprio ato os fazem cativos; pois uma mulher não pode vencer o homem pela força. Assim que evitai a fornicação, filhos meus, e ordenem a vossas esposas e filhas que não adornem suas cabeças e seus rostos, pois a toda mulher que usa truques desse tipo estará reservado o castigo eterno".

Esse exemplo nos mostra como um mito, se for entendido e concebido de forma literal, pode criar um prejuízo e converter-se em uma doutrina que se declara a si mesma uma verdade divinamente revelada. É conveniente lembrar que Jesus não aprovou nem o mito nem suas implicações, nem os costumes patriarcais referentes as mulheres, muito pelo contrário. Foram transmitidas ao Novo Testamento através dos escritos de Pablo, e assim fizeram sua entrada na doutrina formal cristã.